Uma caminha com lençóis de flanela.

Monday, May 01, 2006

Elááááá

Sossegadinho, a dar um curtes na cadeira. Assim estava eu à hora de almoço do dia 30 de Abril de 2006. “Qual quê???! Almoçar?! Naaaaaaaaaaaaa . . . gosto é de me iniciar na vida amorosa com móveis”. Na televisão estava a dar o noticiário da TVI, e eu, como cidadão informado, estava a vê-lo.

É já um cliché da actividade humorística portuguesa gozar com os noticiários da TVI, pela sua ínfima qualidade. E eu não gosto de cair em lugares comuns. Mas, desta vez, é-me inevitável. Ora veja a razão de tal, caro leitor, dreadmingas, dread sócio, bananoso, cirtunflástico, ou qualquer outra denominação que seja de seu agrado (como por exemplo: “IOGURTITO”):

Tudo se passou naquela parte do noticiário em que um jornalista vai à praia entrevistar as pessoas, dado que são “as primeiras que, aproveitando o bom tempo, se antecipam à época balnear e vivem o que a praia tem de melhor.” Primeiramente, porque é que fazem disso uma notícia? Está bom tempo, é domingo, as pessoas tendem naturalmente a começar a ir à praia. O que é que isso tem de invulgar; o que é que isso tem de notícia? É que quando começa o Inverno também não vao entrevistar as pessoas a sua casa, já que são as “primeiras que, devido ao mau tempo, fogem da chuvaça irritante e ficam em casa a viver o que esta tem de melhor”.

Mas a cereja em cima do bolo (“ah mas não pode ser em cima do umbigo da Soraia Chaves?”) foi quando a jornalista perguntou - com aquele tom falsamente infantil - a um miúdinho de 6 / 7 anos que tinha um gelado na mão: “ Então e de que é que gostas mais, DA PRAIA OU DO GELADO? ”. Pooooooooooois. A pergunta é, realmente, genial. Nunca ninguém considerara comparáveis um gelado e uma praia. Até esta jornalista. Imagino o que ela perguntaria a um alpinista: “então e do que é que gosta mais, de fazer escalagem ou de um bom bife à transmontana?”. Ou a alguém a comer um hamburguer no Centro Comercial Vasco da Gama: “então e gosta mais desse hamburguer ou do centro comercial?”.

Espero que esta jornalista seja destacada algum dia para temas políticos. “Então Sr. Ministro das Finanças, gosta mais dessa gravata ou de reduzir o défice?”.
David Erlich "Xuma"

Wednesday, March 29, 2006

Curriculum Vitae

No dia 14 de Julho de 1989, Antunes, canalizador orgulhoso há 30 anos, sai mais uma vez de casa para ir dar de comer às girafas que guardava no quintal. “Hummm . . . mas o que é que se passa aqui??!” disse ele. “Desculpe, mas eu desautorizo-o” disse uma girafa. “Ora bom, eu sou dizidor de coisas parvas há 30 ános, e nunca ninguém me desautorizou! Mas q’a ganda desautorizadora pá!! Opá assim não pá nao é para aturar estas cirtunfas que eu estou aqui a transvalecar o dia todo pá!”. Mas julgam que eu sou tinuchote não?!”.

Agora tenho 16 anos e sei o que a vida é.
David Erlich "Xuma"

Saturday, February 25, 2006

A mulher que tinha sardinhas dentro do braço

Era pescadora.

David de Mello

Wednesday, February 22, 2006

O castor homossexual

Era uma vez um castor homem que gostava de outros castores homens.

Hugo Vieira

Família feliz

Perguntei à minha família o que faria com o prémio do Euro-Milhões. Passo a citar-vos as suas respostas:
Tio que mora na Buraca - "Foda-se!!"
Avó que está invalidada de um braço e coxeia porque gosta de jogar à macaca - "Fazia uma almoçarada para a Família toda!"
Pai que é automobilista - "Comprava uma casa de férias, e investia o resto em acções que me valorizassem o dinheiro"; o meu pai é uma pessoa muito pouco ambiciosa, ao contrário da minha avó.
Avô que é comediante - "AH AH AH AH!!!" riu-se e não respondeu.
Tia que interrompe as suas respostas porque lhe caem três dedos da mão direita - "Ah filho, eu fazia... (Kuiki!!!)" - barulho que os dedos fazem ao cair -.
(Nota: ainda tentei falar com a minha bisavó mas estava a jogar WRC na sua PlayStation 2 Portátil.)

Hugo Vieira

Tuesday, February 14, 2006

Cinha Jardim, numa desavença com um Fulano Qualquer, chamou-o de parvo, ao que esse Fulano Qualquer respondeu: "parvo é quem te fez as orelhas pá!!".



O cirurgião plástico de Cinha Jardim já emitiu um comunicado rejeitando todas as acusações.

David Erlich "Xuma"

Monday, January 23, 2006

As poesias do alperce

As pessoas falam muito do "seu advogado". Toda a gente tem um advogado. "O meu advogado isto, o meu advogado aquilo". Fazem questão de mostrar que têm advogado e que ele faz alguma coisa por eles. Eu sinto-me posto à parte. Não tenho um advogado. Tenho um piaçá porreiro pá! Mas não tenho um advogado. E, sinceramente, espero não vir a ter. Tenho 16 Primaveras contadas até agora, e ainda não cometi crime nenhum. "Ah, sim, mas tu tens 16 anos, quando tiveres 18 vais ver": sim porque toda a gente sabe que quando uma pessoa faz 18 anos desata a fazer crimes. Faculdade? Emprego? O que é isso? As pessoas quando fazem 18 anos gostam é de ir assaltar bancos de jardim. Realmente não compreendo como é que toda a gente tem "o seu advogado" - teremos assim tantos criminosos?
Pessoalmente, se tivesse um advogado, gostava que ele me fizesse pãezinhos quentes.
- Ah senhor Erlich, o senhor foi processado.
- Ah, 'tá bem. Podia passar-me essa napolitana de chocolate?
David Erlich "Xuma"

Saturday, November 19, 2005

No outro dia, eu que me chamo António Guedes, decidi que a Filosofia não vai ser o meu ramo profissional. Se calhar é porque tenho quarenta e cinco anos e sou padeiro há trinta e nove.
Gosto de fazer pãozinho! Já a minha mãe dizia:
- Tu a fazer pão é como o Júlio Isidro a ressonar.
Aliás eu sempre pensei em farinha. Lembro-me quando tinha 11 anos e me iniciei nos prazeres da masturbação: os meus amigos tinham revistas eróticas a mim bastava-me um bom pacote. Pornografia, o que é isso?? Dêem-me mas é o pózinho. Aliás sempre gostei de pão integral e faço colecção de côdeas. Peço desculpa insistir, mas a minha mãe também dizia:
- Tu a coleccionares côdeas é como o Júlio Isidro a ressonar.
"Fazer pão é uma arte" dizem uns. "Fazer pão é uma ciência" dizem outros. Para mim é só uma actividade profissional: é o meu ganha-pão. Já a minha tia dizia:
- Bom dia, Guedes.
Era uma simpatia de moça!!
David de Mello / David Erlich "Xuma"

Receita dos chefes

Vamos falar-vos acerca de um assunto polémico que é o empadão de atum que eu faço depois das aulas. A este empadão, dei-lhe o nome de empantum, porque a minha avózinha dizia-me sempre "simplifica as coisas!". Isto até ser despejada e comprar um cuecão com o dinheiro da hipoteca da panela de pressão. Mas isto tudo são travessuras. Nós na realidade vimos aqui falar sobre o empadão de atum que faço, antes das aulas. Leva ingredientes sublimes e resistentes tais como: atum. Pão este que antes de ser amassado é cortado em triângulos de 7 lados paralelos com 2 vértices em cada área ao cubo da sua superfície total, se excluírmos a farinha. Recomenda-se que antes de amassar o pão se compre o pão porque senão não se pode amassá-lo. Sim senhor, esta última dica é indispensável ao bom funcionamento da cozinha. Antes de fazer as refeições há que, na verdade, comprar os produtos. "Excelente dica" diria a minha avó, que era uma senhora que fazia limonada como ninguém! Mas isto era porque ela usava tangerinas em vez de limões. Continuando com a nossa receita denominada "o casaquinho da adolescente", depois de fazer o empadão de atum diga para toda a gente ouvir "apre rebolas!, que fiz um empadão de atum!" enquanto faz o pino equilibrando uma travessa no topo da cabeça. Bom, terminamos então com esta dica do meu partner que revela muito da sua sabedoria gastronómica. Ele já ganhou 3 prémios de cozinha. Um de melhor azulejo decorativo e dois de participação. Acabo com esta expressão: "gosto de traseiros rechonchudos".
Hugo Vieira / David Erlich "Xuma"

Thursday, November 17, 2005

Qualquer coisa como "precioso"

"Sejam preciosos". Frase proferida pela minha stôra de Português, quando percebeu que a minha turma não consegue distinguir a utilização dos acentos.
Pois...
Pensei para mim: "Chiça!" mas depois tiraram o hipopótamo de cima de mim.
Será que, se eu for cheio de anéis e fios de ouro para a minha aula de Português e, ainda, levar 2000 euros no bloso de trás das minhas jeans de bombazine, a minha professora de Português vai dizer "Ó David, isso da gramática anda um bocadinho mau!"?
Ou então posso estar enganado. Será que a minha professora é perita em humor sem sentido?
Qualquer dia chego à sala de aula e digo "Desculpe o atraso", ao que a minha stôra responde: "Ó camaleão de que cor são os teus lençóis?"

David de Mello

Um dia, José Pinheiro apercebeu-se de diversas coisas na sua vida:

-> Não tinha pernas pois tinha decidido ir dar uns toques com o cortador de relva, ligado.
-> Era careca pois gostava de wrestling capilar.
-> Tinha maus resultados escolares pois era um visionador compulsivo da Sport Tv.
-> Não possuía dedos pois decidira estimular sexualmente o triturador de lixo.
-> Era vítima de disfunção eréctil pois não parava de pensar na Política Agrícola Comum recitada em voz alta por homens peludos.
David Erlich "Xuma"

Tuesday, November 08, 2005

O meu avÔzinho é uma pessoa desequilibrada.

Quando questionado sobre o que é que achava da Isabel Figueira, o meu avÔzinho disse -"Chamava-lhe um figo!!"
(...)
Ora, eu invocaria tudo menos a figura máscula de um jogador de futebol para caracterizar a Isabel Figueira. Fiz-lhe sinal, e depois disto tive uma converssa séria com ele e explicitei-lhe do que realmente se tratava um figo, e ele lá disse em tom de conclusão -"Ah...".
O meu avÔ é uma pessoa com problemas.
Ele faz jogging de pantufas por volta das 05:00 da manhã, e ostenta orgulhosamente, no seu quarto, uma fotografia ampliada na companhia do Batatinha. O meu avÔ é uma pessoa com problemas...ele brinca com a comida, pegando em almôndegas e atirando-as contra a parede gritando -"GRANADA!!"
Tem problemas... esconde-se atrás de carros na rua e assusta os transeuntes que passavam por ali...
Às 20:00 da noite, lá vejo a minha avó, mulher do meu avÔ portanto, à janela a chamá-lo para vir jantar. O meu avÔ responde -"... Arrebenta a bolha!! que eu vou jantar", interrompendo assim a sua sessão do jogo das escondidas que estava a ter com os seus amigos sexagenários.
O meu avÔ tem problemas...
Hugo Vieira

Sunday, October 30, 2005

As Tácticas do Farmaceuta

O João Ferranço tinha 60 anos antes de morrer.
Morrreu aos 62 anos com excesso de simpatia.
A mãe dele Maria Ferralcinha tem 92 anos e gosta sempre de ouvir uma musiquinha antes do banhinho.
Têm um gato e dois cães que são regularmente alimentados. O periquito é ignorado porque não tem pulseiras cintilantes.
A tia mais velha de João é a única irmã da mãe de João, logo é a sua única tia e por isso é analfabeta.
Chama-se Joana Ferradinha e se tomar doping faz 13 flexões sem se queixar.
O pai de João, Zé Ferrão, ensinou o filho a boiar num piscina.
Zé é perito em analisar pregos e parafusos de média estatura, porque segundo ele diz:
- Isto dos pregos é assim assim...
Têm a particularidade de no guarda-roupa guardarem gelo para a época natalícia.
David de Mello

Novos ditados populares

-> Mais vale ser anónimo do que totalmente desconhecido.
-> Ui ui ui ui ui, eu não me chamo Rui.
-> Todos juntos com arroz de pato é melhor do que cada um por si com empadão de galinha.
-> Gota a gota a garrafa fica cheia.
-> As folhas que caem quando caem não se aleijam.
-> Se sofres de flatulência é porque há algo de errado com o cortador de relva.
-> Se não te calas levas um murro.
-> Ó Pancrácio!

David de Mello/David Erlich "Xuma"

Sendo este um blog humorístico de qualidade, não cabem aqui certas coisas, como transcrições do Levanta-te e Ri, piadas do Fernando Rocha, textos sobre a utilização antropológica diária do leitinho de vaca fresco, anedotas com a palavra “bejão” e textos opinativos sem pinga de humor. Ainda assim, a força das circunstâncias (e elas têm uns biceps danados, atenção) leva-me a escrever este texto, cujo conteúdo humoristico tem tanta graça como chupar um prego enferrujado (e isso não tem graça nenhuma, falo-vos por experiência própria). O que a seguir irão ler é como que uma espécie de desabafo sobre a insegurança nesta metrópole de seu nome Vila Nova de Alcantininhos. Não, estava a brincar, na verdade moro, vou à escola, como, durmo e sou roubado em Lisboa.
Sendo Lisboa uma grande cidade, com zonas onde habitam pessoas de lares degradados pelas fracas condições sociais, começam a ser algo comuns os roubos por parte de grupos de jovens. E, sendo verdade que a solução para os problemas de criminalidade passa por dar melhores condições de vida às pessoas, de modo a que não tenham de roubar e não possuam violência no seu espírito, também passa por melhorar as condições de segurança.
E são essas condições de segurança, que, em Lisboa, roçam o ridículo, muito por culpa da organização das forças que por elas zelam.
Um dos fenómenos mais fascinantes são os seguranças privados. Eles são o “viciado em pornografia” da segurança: vêem vêem mas não fazem nada. Por diversas vezes fui abordado por assaltantes com seguranças deste género por perto, que fazem tanto como eu ao domingo de manhã, ou seja nada. É que ficam estáticos! Pouco fazem para cumprir o seu dever, que é zelar pela segurança dentro do espaço a que foram designados. Um dever sem dúvida falhado. No entanto, quando vou ao médico, o porteiro, que é um desses seguranças, pergunta com cara de Valentina Torres zangada: “olhe desculpe lá, você vai aonde?”, ao que eu respondo “vou ao 9º andar, ao consultório do Dr. Antonino”, ao que ele diz “’tá bem, ‘tá bem”. Eu podia ter uma bomba escondida debaixo do sovaco ou até na região púbica, mas bastar-me-ia dizer “vou lá cima ao consultório do Dr. Antonino” para passar por esta rígida e impenetrável segurança. E isto irrita-me profundamente, porque os seguranças privados andam por todo o lado e não fazem nada, o que me leva a concluir que se fizessem alguma coisa Lisboa seria mais segura.
Mas a acção e metodologia da própria polícia deixa também, infelizmente, muito a desejar. Primeiro, há poucos polícias nas ruas, o que nos leva a uma questão importante: os polícias que ficam nas esquadras. Já experimentaram ir a uma esquadra? Eu já, quando tentei roubar o trém de cozinha da minha tia-avó. Há um polícia a tratar da papelada na secretária, e outro a tratar da papelada na secretária, e mais outro a tratar da papelada na secretária. Aparte destes, vêem-se mais uns quantos agentes da autoridade a levar a cabo importantes tarefas como fazer uma sandes de fiambre sem se esquecer da pôr a manteiga, organizar por ordem alfabética o arquivo onde constam o número de saias que a mulher de cada polícia possui ou ainda pensar em objectos que possam ser úteis para tirar a cera dos ouvidos - até agora ja surgiram, na esquadra do Campo Grande, as seguintes ideias: clip, lápis, unhaca do dedo mendinho e big mac.
Outra questão magnífica são as câmaras de segurança. A sua eficácia e utilidade são semelhantes às de um ponta-de-lança amputado. Até certa altura na minha vida pensava que havia alguem a ver “do outro lado” o que a câmara filmava, e que, assim, as câmaras de segurança de por exemplo o metro, tanto dentro das carruagens como nas estações, garantiam a segurança das pessoas. Mas não, não está ninguém a ver. Por isso aquele objecto só serve para uma suposta posterior identificação do individuo criminoso, identificação essa que nunca ocorre porque a importância que as autoridades dão a este tipo de situação (grupos de jovens que assaltam outros jovens, ou mesmo adultos) é, erradamente, nula. Pois bem, são estes “crimes de rua” aos quais se dá pouca relevância que criam um ambiente de insegurança na cidade, impedindo o jovem adolescente de andar por aí sem medo de que lhe roubem o telemóvel ou a carteira. Tem que existir mais esforço por parte das autoridades de modo a que, para além de uma prevenção mais eficaz, se apanhem os malfeitores, uma vez o crime cometido. O que raramente acontece devido à apatia policial em relação a este tipo de criminalidade. É necessário mudar esta mentalidade, modernizar os processos burocráticos policiais de forma a que não haja tanta papelada (a denúncia de um crime dura no mínimo uma hora), e, fundamentalmente, implantar uma nova gestão dos recursos humanos policiais, de modo a colocar mais polícias nas ruas ao invés de permanecerem nas esquadras.
Finalmente, um “breve apontamento” sobre o racismo e o facto de algumas mentalidades ligarem a criminalidade a certas raças: já fui abordado tanto por brancos, como por pretos, como por ciganos. O crime não escolhe cor; quem pensa o contrário está errado.
Bem, fico por aqui, até porque isto já vai comprido, e dos nossos seis leitores mensais dois tiveram um ataque de caspa simultâneo, um descobriu que tinha seios, um foi dormir, um está a dizer “epá este gajo até tem razão no que diz. Mãe, mãe, ja compraste aqueles óculos para esta miopia que me impede de ler correctamente os vocábulos?” e outro é meu pai que está a dizer, a alto e bom som “oh yeaahhh”. Ponham mas é este texto num tupperware amarelinho.
David Erlich "Xuma"

Sunday, October 16, 2005

E que tal pintar o interior das paredes?

Cada pessoa tem uma coisa em particular que a fascina. Uns é a Isabel Figueira, outras é o mar, outras é o montanhismo e outras é perder 2-1 em Old Trafford e ter um avançado com nome de café.
A mim pessoalmente o que me fascina é o papel higiénico perfumado. Repararam como logo a seguir a mencionar o Benfica falei de papel higiénico? Coincidência? Não. Aliás também não será coincidência eu estar neste preciso momento a lavar as minhas partes íntimas no bidé do meu avô, num T-0 em Almancil. Mas, como estava a dizer, o papel higiénico perfumado fascina-me pela sua preciosa inutilidade. Todos nós sabemos a finalidade do papel higiénico. E para quê perfumar algo que, pelo menos no meu caso, vai acabar por cheirar mal? Só se for para aproveitar o cheirinho bom antes de encher o pobre coitado papel higiénico de pupu, mas realmente não conheço ninguém que cheire o papel higiénico antes de levar a cabo o acto para o qual ele foi concebido (embora seja verdade que não falo muito disto com as pessoas, porque sinto que ficaria com cada vez menos amigos). Por isso só resta uma hipótese: será que o papel higiénico perfumado existe porque, sem sabermos, conseguimos cheirar pelo rabo? Não, só se for a Cicciolina. E, além disso, para poder cheirar pelo rabo teríamos de conseguir eliminar fezes pelo nariz, o que só me sucede quando observo as opções tácticas de Peseiro. Por isso, resumindo e concluíndo, o papel higiénico perfumado revela-se inútil, mais ou menos como utilizar o Polga a defesa esquerdo.

David Erlich "Xuma"

É fantástico como os coelhos saltam para cima de 25 centímetros sem se aleijarem!!! São velozes e narcisistas e até se empaturram com cerejas vermelhas com pintinhas de chantilly achocolatado.
É necessário uma maçã para matar uma galinha?
Sinceramente não me parece.
David de Mello

Resposta sem pergunta

Portugal está a atravessar um grave período de crise e de seca, e de instabilidade política, e de crise no Sporting e de violência nas ruas, e tal. No entanto este post destina-se a dar razão ao meu amigo... companheiro do blog, Xuma. Num dos seus posts, referente ao sorriso amarelo, post esse que eu aprecio bastante....um tanto ó quanto, o mesmo fala de uma descriminação que consiste no facto de se considerar que um sorriso amarelo não pode ser um sorriso sincero. Existem, de facto, expressões populares extremamente descriminatórias, entre as quais constam: "ele mente com todos os dentes que tem na boca" - e o meu trisavô, mente com o quê, coitadinho? Outra é referente a pessoas desequilibradas psiquicamente; normalmente a reacção é: "temos de lhe dar o desconto" - e nós, pessoas equilibradas com as ideias no sítio, não temos desconto porquê??
Agora que olho para trás e revejo este post, a minha reacção é "que bruta estupidez!". Mas não faz mal.
Hugo Vieira

Wednesday, October 05, 2005

Uma questão de dentes

Venho aqui falar de um tema que me preocupa muito. Desde há dias que esta comichão no sovaco... ah não é isto; lá estou eu a falar da minha avó outra vez. "Uiqui Uiqui! Uiqui Uiqui!" - era o barulho que ela fazia quanda rodava o joelho. Chamavam-lhe Mantorras. Mas, voltando ao assunto principal, aquilo que me preocupa é a expressão "sorriso amarelo". Utiliza-se esta expressão para denominar um sorriso que não é sincero, o que levanta diversas questões descriminatórias: quem tem os dentes podres e consequentemente amarelados não poderá ter um sorriso sincero? E quem possui dentição límpida e branquinha terá um sorriso sempre sincero? E quem não tem dentes também nunca poderá ter um sorriso amarelo! Quanto muito é vermelhinho, com a gengiva à mostra. Logo, será que o desdentado sorrirá sempre com sinceridade?
Urge reflectir sobre o assunto.
David Erlich "Xuma"

Monday, October 03, 2005

O contrário de sofrer de conjuntivite é sofrer de individualite.

David de Mello

Coisas que acontecem a um transeunte...

Estava eu a andar calmamente na rua com o meu piriquito Antunes, a caminho do veterinário, quando sou solicitado pelo mítico Robocop que me diz o seguinte:
-"Estou com uma saúdinha de ferro!"

Hugo Vieira

Sunday, September 11, 2005

Cicciolina apresenta queixa contra novos regulamentos da FIFA
A actriz porno e ex-deputada encontra-se revoltada com a nova regra que consiste na amostragem de cartão vermelho caso seja feita uma entrada violenta por trás, reagindo desta forma: "a la brutti e por atrace é que é buonno!!!"

Hugo Vieira

O filme "Terra dos Mortos" entrou em exibição. Estranho: tão cedo e já fizeram um documentário sobre New Orleans.

David Erlich "Xuma"

Saturday, September 03, 2005

Vida de cão

Maria José Nogueira Pinto, a candidata do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, foi visitar, no âmbito da pré-campanha, o canil/gatil municipal (por muito estranho que pareça, isto é totalmente verdade). De facto, é incontestável que as questões mais importantes da nossa capital passam pela vida do pequeno Pantufas abandonado. Mas até tem alguma lógica: realmente só alguém com cérebro de cão para votar PP.

David Erlich "Xuma"

Thursday, September 01, 2005

Lista de convidados para a festa de aniversario de um indivíduo extremamente solitário.

- Pai
- Mãe
-Trisavó
-Goldfish da Prima
-Planta inanimada cá de casa
Hugo Vieira

Monday, August 29, 2005

Dois pensamentos:

O palhaço é o unico profissional que brinca em serviço.
O único animal a que o maneta tem aversão é o caimão.

Hugo Vieira

Sunday, August 28, 2005

Pedaços de frango carismático

São diversas as marcas, empresas e/ou entidades que fazem publicidade através da utilização da imagem de jogadores de futebol. Assim, o espectador associa as características da marca, empresa e/ou entidade às caracterísitcas do jogador que lhe faz publicidade.
Será que em breve veremos Paulo Almeida a fazer anúncios para o sistema judicial português?
David Erlich "Xuma"

Novo governo, novas leis.
O simples popular diria - "Acho bem!"
Entre as novas leis inclui-se a de trazer na viatura um colete de cor garrida, servindo de sinalização em caso de acidente, quer este aconteça de dia ou de noite. (Como se de dia fosse alguma ajuda).
Bom, imaginemos a pior das situações: um choque frontal, a cerca de 100 km/h, em que uma das viaturas circulava em contra-mão. Os carros aproximam-se e... PÃM!!!! Dá-se uma terrível colisão frontal. Depois de cada um dos carros ter capotado uma bela meia dúzia de vezes, de estarem ambos completamente danificados e de finalmente terem estabilizado, pergunto-me se os condutores sairão do carro, provavelmente já sem metade dos seus membros inferiores e com os membros superiores apenas ligados ao resto do corpo por por uns míseros tendões, e terão a preocupação de se dirigir ao porta-bagagens para vestirem o seu colete, com um pensamento do género: "morrer sim, mas agora apanhar uma multa que pode ascender à quantia de 250 Euros é que não!"
Hugo Vieira

Monday, July 11, 2005

Djemba-Djemba é um futebolista de renome.
David de Mello

As histórias de uma ninfomaníaca nunca começam por "era uma vez".

David Erlich "Xuma"

Histórias da vida...

Era uma vez o António, que eu não conhecia, portanto, não vos posso falar acerca dele...

Estava um surdo a escutar um segredo. Como dá para entender, o surdo nao ouve, portanto não vale a pena divulgar o segredo...

Estava a Claribóia a passear na rua com o filho e estavam a ter uma conversa, quando de repente, dá um ataque cardíaco á clariboia, e o dialogo acaba ali, ja que ela havia falecido....

Hugo Vieira

Monday, July 04, 2005

O Barbas

Barbas, a simpática e bizarra figura do mundo do futebol e da margem sul, é um assíduo adepto dos jogos do Benfica e arrisco-me mesmo a afirmar que se trata de um estereótipo daquilo que é o adepto benfiquista. Bom, ocorreu-me que na fase de revista dos adeptos no exterior do estádio seria necessário uma equipa de desflorestação para o revistar condignamente. Como grande frequentador de estádios de futebol, exijo segurança...!!!
Hugo Vieira

A morfologia interna das disquetes

Existem algumas expressões que são autênticas pérolas ou va lá, diamantes falsos comprados na feira da esquina, da Língua Portuguesa. Passarei a falar de uma que me parece excepcional e rechonchudinha. "Nem lhe digo nada": é muito comum ouvir as pessoas dizer "estou com uma dor aqui que nem lhe digo nada" ou "a minha mulher possui uns seios que nem lhe digo nada". Mas o que é facto é que as pessoas continuam a falar depois disso. O que levanta diversas questões: "Terei o pénis grande?" "Sairá o Enakarhire do Sporting? E, caso saia, sairá de uma forma bem rechonchuda?". Será que as pessoas ao dizerem algo do género "ui ui, tenho uma comichão na face lateral da nádega esquerda que nem lhe digo nada" esperam que um ataque de combustão espontânea as impeça de facto de falar? Ou, sabendo que continuarão a falar, mentem, ao dizer "nem lhe digo nada"? Ou será apenas uma expressão estúpida e sem sentido? Talvez seja isso.
David Erlich "Xuma"

Thursday, June 30, 2005

O Carlos excêntrico

Apresentador: Benvindos ao nosso programa. Hoje o tema em debate é a caça. Já temos um ouvinte, Sr. Acácio Artránio Antunes, 50 anos, da Amadora:
Sr. Acácio Artránio Antunes: Eu sobre a caça a modos que não lhe tenho-lhe nada a dizer-lhe, mas queria falar sobre o tema anterior, o sadomasoquismo dos caranguejos, e dizer que acho que sim.
Apresentador: Passando ao próximo telefonema, Sra. Guilhermina Higina, 74 anos, de Lisboa. Então como tem passado?Quanto ao tema...
Sra. Guilhermina Higina (interrompendo): Tenho passado muito mal. Estou com uma entroce que não lhe digo nada...
Apresentador: Pois sim sim. O próximo ouvinte chama-se Rodízio Fartote, tem 14 anos e liga-nos de Lisboa:
Rodízio Fartote: Estava eu a caçar micoses no meu quintal quando a minha mãe me chama para jantar:

"Anda já para a mesa
larga essa micose indefesa
vem agora jantar
ai ai ai a minha vida"
disse ela, com a sua voz grossa e a barba por fazer. "Ah mãezinha, não me dês beijinhos que me picas". Nisto chega o meu paizinho agarrado à vizinha, que começa a contar a história da sua vida:
- Eu tinha uma filha que andava aí na rameirice encostada às paredes da rua a oferecer sexo do bom à bruta. Eu disse-lhe "pára com isso Abílio, não vês que encostas-te à parede sujas-te. Fica antes no meio da rua que é melhor, podes é ser atropelada por essas bicicletas que andam aí com rodas e tal. Mas isso também não faz mal. Nisto ela é atropelada e morre e eu exclamo: "oh meu Deus!!!!!! A novela já começou há dois minutos!!". E esta foi a minha história.
David Erlich "Xuma"

Thursday, June 23, 2005

À Grande e á Francesa

Desde já quero desmentir os rumores que andam aí (naquele sítio) que o nosso blog é feito de expressões do dia-a-dia que os portugueses ou luso-africanos, na parte de carcavelos, utilizam regularmente. Ainda ontem um amigo meu (meu irmão) visitou o nosso blog. Foi a segunda pessoa numa semana. Evolução??? Está-me a parecer que sim!!! O comentário dele foi o seguinte: "Fogo! Isto é só expressões, mas aquela piada das cerejas dá que pensar!"
Devo dizer que o meu irmão é maluco e não sabe o que diz. Dito isto, queria perguntar se conhecem aquela expressão muito usual: "À Grande e à Francesa". Quero mostrar a minha indignação sobre esta expressão porque não está correcta. Quando chega a hora de dizer bem de alguma coisa os franceses ficam sempre á frente. Quem tomou a liberdade de inventar esta expressão merece uma lição de geografia porque existem países bem maiores que a França, como o Paquistão. "À Grande e á Paquistanesa" - faz muito mais sentido...
David de Mello

Wednesday, June 22, 2005

Acho bem!!!

Espectador pouco assíduo de telejornais, foco-os quando se trata de noticias de manifestações, reivindicações... pessoal insatisfeito. De vez em quando, no meio de tanta gente, o repórter dirige-se aleatoriamente a um indíviduo que está no meio, gritando e exigindo sabe-se lá o quê, e pergunta:
- Então o que é que reivindica com esta manifestação? - ao que o indivíduo responde:
- Eu??, vim só com um amigo, que é para fazer companhia...!
Fico por aqui até porque tenho de ir preparar um discurso não sei bem sobre o quê... Hugo Vieira

Trjj!

Benni MCcarthy vai jogar para a Liga dos Bombeiros. Aí sempre têm capacetes para se defender das suas cotoveladas. David Erlich "Xuma"

Tuesday, June 21, 2005

Dois pensamentos

I - Se a Simara estivesse estado em Carcavelos, o "arrastão" não teria sido possível.

II - "O que não mata engorda". A Simara já sofreu várias tentativas de assassinato falhadas.

David Erlich "Xuma"

A problematização do racismo nas escolas?

O clube dos incendiários no Brasil é o Botafogo... Hugo Vieira

Tudo bem??? Sim, sim

Ultimamente estive a pensar no mundo e nas pessoas que me rodeiam, e deparei-me com o maior problema da minha vida sem contar obviamente com as nódoas de cereja que de vez em quando ficam nas minhas t-shirts de alças. Mas para isso tenho o xau (...fico já com este).
Ora vejamos. Já vos aconteceu ir na rua a passear e a comer gelado ou uma taça de cerejas (aquelas nódoas são uma chatice) , e de repente surge uma pessoa conhecida mas com que não existe qualquer empatia e/ou até proximidade sexual. Nem quero imaginar...
David de Mello

Thursday, June 16, 2005

Somos três estudantes...dois humoristas com educação, formação e de estatura elevada e um outro cujas características são uma incógnita...nós dois somos boas pessoas e o outro também...bem deixemos o resto ao vosso critério de avaliação... FOGUETÃO INOCENTE.